Quarta-feira, Outubro 29, 2008
Séculos que não escrevo aqui. Para mim sim séculos. Aliás faz mais de um mês. Não é minha culpa, pensei em coisas para escrever várias vezes ao longo da semana. Mas não sobrou tempo, porque o tempo agora é escasso e engraçado que eu to gostando disso. Não ter mais o ócio , e a monotonia de uma segunda feira a tarde é muito compensador. Claro eu sinto falta de casa, do meu cachorro, da sopinha, da minha mãe e das horas seguidas assistindo House, mas convenhamos, fazia tempo que eu queria mais. Acordar cedo pegar metrô vazio, e andar umas quadras não é assim tão dramático. É muito bom. Eu nem tenho tido muito tempo para ter saudades. E não tem problema, porque eu estou muito bem. E talvez seja por isso que eu esteja acordada as 7 da manhã em pleno sábado. Força do Hábito. E eu me habituo muito facil, me adapto as situações, a sensações, a novos lugares. ( 7:20 AM ) Nicole
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Terça-feira, Junho 17, 2008
Desci do ônibus, eu não sabia onde eu tava, essa cidade é estranha, esses prédios bloqueiam o horizonte. Não sou acostumada com essa fumaça, não sei porque mas eu não pensava mais, eu nem sabia que ônibus eu estava anteriormente. Começei a andar e andar, não sei nem como fui parar no lado certo, acho que foi bom senso. Pensei em chorar, te ligar novamente, mas eu sei, que eu dependo muito de você. E então resolvi continuar andando, em algum lugar eu tinha que chegar. Eu podia parar e perguntar, mas eu não queria, não queria parecer turista. Bobagem né. Andei muito até reconhecer um nome familiar em uma das placas, quando achei, segui. Segui meio que os meus próprios sentidos, meio que as placas,e não sei de onde arranjei força descomunal para correr na praça da república, acho que foi do alivio de saber o caminho de volta pra casa.
Agente nunca sabe o caminho. Só de não ter te ligado, e não ter chorado, sei que cresci um pouquinho. ( 5:56 PM ) Nicole
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Terça-feira, Junho 10, 2008
Hoje não sei mais quem sou, mas os acordes das músicas, fluem atraves do meu corpo, e as imagens, os desenhos, o timbre dessa voz, ela toca no meu coração, como as memórias que tenho, como os sorrisos, e os momentos em que tanto me divagava quando não havia nada a não ser as possibilidades. Hoje tudo é mais croncreto, de fato há algo. E hoje talvez não pense tanto quanto antigamente pensava, e talvez por isso tudo era mais intenso, mais sentimental. O cheiro do seu cabelo, a maciez do seu moleton, seu sorriso transpassando seus sentimentos por mim. E tudo se resume a um abraço, a uma música, a um momento. Todo o resto são bobagens, que agente se esquece com a facilidade que se vive ( 9:04 PM ) Nicole
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Segunda-feira, Junho 02, 2008
Uma pilha de obrigações, um balde de pressões, e aí polvilhado pelo pior tipo de sermão que se pode ouvir. Nem assim eu tava tão mal. Mas eu sei que eu tava. 20 anos, uma bagagem bem leve, nada de muito impressionante, mas de alguma forma, poder olhar para a cara das pessoas de forma limpa era meu maior bem. Tem horas que quero fugir. Fugir do mapa, fugir pra bem longe, onde ninguém me conhece, ninguém sabe meu nome, ninguém espera algo de mim. Na verdade, eu queria voltar pro meu casulo e não precisar enfrentar tantas bobagens que não me deixa sorrir. ( 4:16 PM ) Nicole
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Sexta-feira, Maio 09, 2008
Acho que não entendo mais nada da vida. Antes e agora pra mim são o mesmo, porque as coisas se misturam, somem, voltam, desaparecem por anos e derepente se materializam na minha frente. Dificil explicar como a vida parece tão Atemporal. Tão despida de sentimento, de coerência. Acho que recuperar 2 anos de anonimato é algo complicado, e por isso de forma confusa não vejo a minha volta. volta tudo, a avalanche de lembranças, de memórias. Não sei ao certo aonde me encaixo nisso, em que ponto estou, aonde cheguei. É regresso? Retrocesso? Mas faz bem ao coração! Então Porque? A despeito de tudo, vejo ontem hoje e amanhã, mas juntos. Acho que quero tudo muito junto, e daí que é impossível manter. Manter sanidade e verdade. De fato, achei um lugar pra estar, mas de lá pra cá, sou alguém a mais, não sou pedra, sabugo ou milho. Nos vai e vem da vida, me estalo com tal virtude que não tenho, pois vivo de ansiedade, de mudança. Não sou vitória, nem glória, mas eu queria só ser alegria. ( 4:44 PM ) Nicole
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Quarta-feira, Abril 30, 2008
Eu gosto muito de musicas italianas, talvez pela emoção dos cantores, engraçado que os sentimentos e a música sempre gritaram mais alto dentro de mim doque qualquer outra coisa. Talvez porque eu tenha tido a oportunidade a possibilidade de olhar mais para algo tão sensivel tão sútil doque me preocupar com as outras coisas tão " necessárias " do mundo. A diferença talvez só se faça em mim, ou na minha atitude com as pessoas que me rodeiam. E isso tudo é tão dificil de exprimir em palavras, é como o arrepio. Talvez por isso eu nunca tenha visto a importância de ser gente grande, de pensar no meu futuro, de trabalhar, crescer. Sempre segui apenas minha irracionalidade, meu coração, meus gostos que nem sei como foram formados. E pior que destes não entendo nada, segue um caminho próprio. Como explicar se encontrar em um lugar em que nunca se esteve.
( 10:48 AM ) Nicole
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Terça-feira, Abril 15, 2008
Porque crescer tem que ser tão dificil. E se de um lado tem a pressão de ser responsavel e adulto, de outro é exatamente ao contrário, me jogam inúmeras razões para as coisas não mudarem, para eu não arriscar. E oque eu quero fazer? Acho que meio que os dois, mas sem me sacrificar tanto, oque é uma bobagem, oque quer dizer talvez que não queira tanto. Embora eu queira. Complicado mesmo é entender como podem me desencorajar tanto todos os dias, e como ninguém deposita a confiança em mim, nem mesmos meus pais depositam confiança alguma em mim, então como há de eu ser confiante o suficiente para me arriscar, se todos creem que não dou conta, que não tem futuro, que não tem razão. Como querer algo sério, se pra eles o mais importante é eu estar de férias julho e viajar. Eu já disse, se é pra incentivar a irresponsabilidade e a farra, eu to de boa. ( 11:28 PM ) Nicole
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Segunda-feira, Abril 14, 2008
20 anos Como é sair da adolescencia? Não sei. As espinhas ainda estão estampadas na minha cara, o ar de adolescente não se perdeu, a irresponsabilidade, o sentimentalismo, as barreiras, ainda não sumiram. 20 anos, 20 anos de analises psicologicas, dúvidas, complexos, insegurança, dias ensolarados na praia, dias chuvosos com chocolate. Café. Música. Viagens. É. Bons 20 anos. Num balanço honesto eu digo que me expressei bem nesse tempo. Fui coberta de mimos e carinhos. E meus 19 anos sem dúvida foram repletos de " adolescencisses " eu até diria que foi meu ano mais adolescente. Talvez por ser o último, oque eu sou agora eu não faço menor idéia. Estou no limbo, mas sei que tá bom. Eu to acabando com o bolo de chocolate da geladeira, mas meus 53.5 kilos não reclamam. Não sei quando vou crescer, e não me preocupo por enquanto, eu sei que vai tudo ficar bem. ( 1:27 PM ) Nicole
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Domingo, Abril 06, 2008
Ele faz os melhores maranhões de toda cidade. Ele me ensinou a fazer maranhões e papagaios. Ele me ensinou a jogar bolinhas de gude, estas coloridas de uma forma que ele tanto admira. Ele gosta das cores, gosta de como as cores foram introduzidas em seu mundo, o roxo o vermelho o azul o amarelo. Gosta da vivência, gosta das linhas, das brincadeiras de criança, da espinguarda de pressão. Bom de mira. Homem mais elegante. Grande comerciante desde criança. Não cabe aqui o quanto admiro suas rugas de experiência, seus cabelos grisalhos, seu cansaço depois de ter feito e ainda fazer tanto por todos. ( 12:47 AM ) Nicole
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Sexta-feira, Abril 04, 2008
Se for pra me arrepender, que seja das minhas próprias escolhas. ( 3:45 PM ) Nicole
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Sábado, Março 29, 2008
É, agente se divertiu muito. Entre viagens para o sítio carroção e fitas gravadas no seu aniversário. Rapaz, aquela época foi boa. Agente riu, dançou, fomos tudos que podiamos ser com 14 anos. E eu ainda me divirto de lembrar eu e as meninas dançando ilari lari ê naquela fita. Depois eu cantava; " 5 patinhos foram passear, alem das montanhas e etc" e eu cosenguia errar toda a letra enquanto estava plantando bananeira na sala. Tudo isso para dizer como foi divertido ter 14 anos. Como foi divertido ter um montão de amigas que me deram uma cesta de chocolates balas e porcarias. E como jamais vou esquecer aqueles festivais de inverno, em que agente era inocente e saia por aí no inverno, comia lanche e sentava na praça. Tão interiorano, tão gostoso. Melhor que isso só os tombos e micos que todas pagamos. Não posso me esquecer jamais da gente! Eu prometo que não vou. Nada faz mais sentido, nada diz mais de quem sou, doque esta fase. Dançamos living on a prayer. As aulas de Inglês. Fizemos um montinho gigante antes da formatura. Ficavamos conversando com a Dona Marli pra não entrar na aula, faziamos icq chats, comiamos io io cream e pirulito de coração. Sei lá, ou era eu. Vocês completavam meu dia com exatidão. Que saudades da oitava série, que saudades de rir, de zoar, de brigar com a cavala na aula da ed fisica durante o jogo de basquete. Que saudades de fazer festa junina. De dançar quadrilha. de ser pré adolescente. De ter aparelho nos dentes e cabelo ruim. Acabava a aula e eu só tinha que pensar nos desenhos e atividades extra curriculares, em ligar pras amigas. Amores platônicos. cinema da estação. Só sei que sinto. Sinto muita falta, da honestidade daquels tempos, honestidade de sentimentos, ouviamos angra!!! Éramos os mancadas, e tinham as meninas. Eramos completos. Éramos bons amigos. Todos. Se hoje já não somos mais os mesmos eu entendo, mas a essência está em nós. ( 10:44 PM ) Nicole
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Que eu sou toda errada, tenho baixa auto estima, amigos não merecedores de bons créditos, não namoro um principe encantando que me fará uma dondoca, não escolhi uma boa profissão, não tenho amigos com carro importado e cobertura em riviera, que ainda dependo de ti, tá tá tudo isso eu já sabia. Mas que você podia me destruir tanto assim! Ah não, isso já é demais! Estou tão só no mundo porque vocês não me aceitam, meus amigos não podem me aceitar, porque não posso aceita-los já que pra vocês, pessoas de quem necessito aprovação, aprová-los não é escolha certa. Portanto me reduzi a só uma. só uma no meio de tanta gente. e todos me julgam menor. Sendo assim como posso me sentir aceita? ( 8:35 PM ) Nicole
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Sexta-feira, Março 21, 2008
Tenho uma necessidade e ansiedade por constante atividade. Talvez consequência de uma cultura que joga em minha mente 24hrs por dia a idéia de um carpe diem caótico e conturbado. Embora eu contrarie este conceito pré orientado, eu vejo que ele me influência de forma insistente. Não deixo de lado, que talvez esta mania, doença, costume, seja consequência de possuir uma mãe formada em terapia ocupacional, que praticava a profissão com os próprios filhos. Afinal, eu preciso estar o tempo todo em movimento. Me exijo estar em diversão ou trabalho o tempo todo, e até mesmo busco de mim mesma uma produtividade absurda. Pode parecer até doentil, mas de certa forma é incosciente. O fato é que não aguento passar mais de poucas horas sem uma atividade que me sustente, desde pintar as unhas à fazer um super projeto de identidade visual. Não sei, o mundo me deixou neurótica. ( 8:44 PM ) Nicole
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Quarta-feira, Março 12, 2008
Gosto da minha vida como é agora, gosto mesmo, talvez a ansia pelo futuro, o medo, a cobrança, a pressão sejam os maiores inimigos e meus atuais problemas. Problemas que em essência não são do momento. E perturbam em outro espaço de tempo. Esquisito mesmo é saber que eles são como fantasmas, não posso simplesmente mudálos e nada que eu faça vai tirar esse peso das minhas costas. O jeito é aprender a conviver com essa ansiedade. Muito ainda falta para me sentir honestamente completa, talvez sentimento de plenitude como tal não traga felicidade alguma. O vazio é a busca, o vazio é oque move minhas ações. Embora tudo oque esteja preenchido seja oque suporta meu viver, o vazio é que me impulsiona ao verbo. Verbo que vomito em ações novamente vazias ou talvez cheias de dúvidas e incertezas sobre a veracidade das mesmas. O vazio me irrita, não delimita. O vazio preenche. ( 11:04 PM ) Nicole
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Quinta-feira, Março 06, 2008
Taí algo que preciso aprender, individualidade. Cada um tem seu tempo, espaço e caminho para percorrer. Apressar o seu tempo não vai fazer alguem mais, ou menos, feliz. Eu sinto falta de muitas coisas que eu tinha quando eu não estava aqui, mas as coisas que tem agora por estar aqui se equivalem no poder de me tornar mais, mais alguma coisa, eu não sei bem oque, talvez mais adulta, talvez mais complexa, talvez mais problématica, mas é mais doque eu já fui. Colecionando todas essas memóriazinhas eu tenho um bom Mural de fotos. Do que vale isso senão só para mim e meu próprio conforto de que a vida não é assim tão passageira, leviana, desimportante. São pequenas coisas que nos agarramos com todas as forças em nome da moral vigente. Sei que minha lista de objetivos são todos espaçados e interminados, talvez eu ainda não saiba que tipo pessoa eu quero ser, oque eu quero definitivamente fazer. Porque talvez eu seja dessas pessoas que não quer uma coisa só, um único futuro, um único objetivo ao qual chegar. Eu quero ser um montão de coisas quando crescer!!!! E tenho dito =) ( 10:53 AM ) Nicole
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Domingo, Fevereiro 24, 2008
Dia ou outro chega a ser assustador como encaro a vida. Assustador mas positivo. Não sei se é só uma vez no ano que isso acontece, mas sem dúvida alguma, tudo fica bem claro, sobre aonde quero estar, com quem quero estar, e oque realmente me importa. É como me desfazer de móveis antigos, medos. Não dói. É um tremendo alívio. Hoje é domingo, odeio domingos, ainda mais assim, chuvosos, solitários. Mas pelo menos eu to livre. ( 4:19 PM ) Nicole
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Sexta-feira, Fevereiro 22, 2008
Ele vem, com carinho, me beija no rosto, me oferece sorvete. Me distraí quando estou com dor. Canta músicas com a letra totalmente trocada. E mesmo assim, morrendo de sono por ter tomado uma vastidão de remédios, me matenho acordada, rindo sem conseguir mexer o lábio superior. hehehe, que gostoso! ( 10:40 AM ) Nicole
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Quinta-feira, Fevereiro 14, 2008
sinto falta daquele sentimento de vastidão, de coerência, de comprometimento, ou simplesmente, de amizade. Eu sei que por muitas vezes eu mesma me expulso, mas é óbvio que não por razão alguma, e sim por um pré sentimento de rejeição. Porque não suporto estar junto, mas não ser parte. Não suporto a superficialidade, e não que não goste das pessoas, ou que não tenha paciencia para conhecelas, não tenho humor para tal. não nesses dias. Dramáticamente, as trevas me dominam. Dói dos dois lados, como num circulo vicioso, empurro pra longe oque na verdade me falta, e oque me falta me faz empurrar para mais longe. Não me dou conta, ou realmente me dou conta, de que no mundo, por mais humano que seja, você está completamente sozinho. ( 10:45 PM ) Nicole
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Terça-feira, Janeiro 29, 2008
Whitesnake, chuva, pessimismo lírico
Minutos de silêncio e eu coloco a música denovo. De certa forma sabemos que está tudo emaranhado aqui dentro, de um jeito que não dá pra extravazar. Talvez quando conversamos. Mas não em essência, eu evito pensar, evito levar as coisas ao pé da letra, porque dói. Preciso escrever pra mim mesma, porque sempre funcionou assim comigo. Tem momentos que não sei dar nome as coisas, valor, significado, razão. É só uma cor tênue que se espalha entra nas veias e me obriga a pensar das piores formas possíveis. E minha individualidade grita mais alto, minha escassa liberdade se mostra e eu tento me desvencilhar das suas investidas. Eu não sacrifico mais meu estado de espirito.
Can't hold the passion of a soul in need,
I look for mercy when my heart begins to bleed
I know good loving an' I'm a friend of pain,
But, when I read between the lines it's all the same ( 11:55 AM ) Nicole
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Terça-feira, Janeiro 15, 2008
Fumaça no caminho
Estou cansada das suas fraquezas, da sua má vontade pra mudar o seu comportamento. Me irrito ao ver esse demônio entrando nos seus pulmões. Não suporto sua falta de amor pela vida, sua hipocrisia, prepotência e orgulho. O modo como se faz de surdo quando falamos de coisas importantes. Cansei da sua repetitividade, seu conservadorismo, seus valores que eu não dou a mínima. Seu preconceito e principalmente DE SEU AUTORITARISMO. Seus ideais desvalidos. Eu não quero me tornar um adulto igual a você. Eu quero criar meus filhos livremente, não quero dizer "faça oque eu digo não faça oque eu faço". Não quero estar no bar, não quero julgar a felicidade de meus filhos. Não quero estar alienado da conversa ou andar por um caminho diferente dos que amo. Por favor, sem traumas. Mas não quero ser você. ( 8:59 PM ) Nicole
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Segunda-feira, Janeiro 14, 2008
Relatos de Multiplas personalidades digitando em um teclado diferente.
Nao somente nao acho acentos como me perco nas entrelinhas de meus proprios pensamentos. Divago sobre pessoas do passado que significaram muito pra mim, como a avó do meu primo que nao é minha avó, mas é como se tivesse sido. E agora nao é, que mora aqui do lado mas nao me conhece mais. Minha timidez me reprime ao mesmo tempo que demoro pra achar o Z. Minhas saudades se comprimem em um olhar choroso atraves da janela do onibus, enquanto ouco, sem cidilha, as nossas musicas. Nossas músicas que empurro aos seus ouvidos para que de alguma forma voce cole em mim. Mesmo que nos tropecos, voce cante GRUDA EM MIM. Tudo assim, escrito meio errado, nada muito certo. Quando eu nao mais precisei estar sempre correta, eu me tornei real, aí me esqueci dos acentos e fui livre e coloquial.
( 4:57 PM ) Nicole
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Segunda-feira, Janeiro 07, 2008
75 minutos de paz
Todos os sentimentos são comprimidos, saudades inexplicaveis, do passado. De acordar ao lado dos amigos, de correr na praia, de pular no mar, de te ver todos os dias. Saudades de campinas, do cheiro da chuva, do apartmento minusculo, de viver uma vida que não é minha, mas que em segundos me enche e me completa. Saudades da minha vida, do meu espaço do meu canto, de só eu, e ele. Saudades da rua que atravessava todos os dias, da faculdade, da sensação de liberdade, aquela sensação que não se explica. É como cheiro. É único, e claramente observavel de que há algo novo. A mesma sensação do dia do trote, na nova cidade grande. Sensação que se espalha de mim nos outros, algo extremamente novo. Longe da vigilância. Como o pote de tinta na orelha e a soberba admiração. Sinto falta dos dias de férias em que acordava loucamente tão jovem, a busca das pessoas, e quanto tempo não ficava em cima do muro olhando a paisagem refletindo sobre nós. Rio grande do sul. 2 semanas de uma sensação a flor da pele, talvez seja tudo culpa da música. Foi música demais, e isso me deixou vivendo na intensidade dos sentimentos......
( 11:21 AM ) Nicole
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Quinta-feira, Dezembro 13, 2007
Meus olhos ardem, meu nariz escorre e dói, minhas maças do rost estão pesadas, minha garganta coça e eu tusso. No meio disso, acordo de uma em uma hora lembrando de sonhos bizarros, e com o céu da boca pegando fogo, engulo mta agua com pressa.e vou fazer xixi. Pareço até louca. Pareço, meu pé tá machucado, minha alergia piorou. minhas unhas estao compridas, eu tenho sono, mas nao dah pra dormir. meu nariz escorre denovo, e não tem ninguém no meu msn pra conversar. ( 10:06 AM ) Nicole
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Domingo, Novembro 25, 2007
Tenho tanta coisa pra falar, desabafar e cuspir, e as vezes por um simples deslize me desgasto e desfaço em lágrimas, talvez não pra todos mas pra mim mesma. talvez a mesmisse me desagrade, talvez o cotidiano, ou não. Ou o desapego, o desgarro, a dor. E pior de tudo saber que disso não valho nada. Que isso não é desculpa, que isso não é dor de verdade. Que é apenas magoa, apenas classe e pose. Embora machuque. E sei que não me controlo quando isso me domina. Me faz empurrar tudo e todos para bem longe, e sei que é assim que quero as vezes. Porque nada me mantem. Nada me contenta, nada me sustenta. ( 5:44 PM ) Nicole
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Segunda-feira, Novembro 12, 2007
A verdade é que sou muito criança. 19 anos. porém, o modo com que destruo o panetone para comer denuncia o espirtio da criança de 10 anos, o modo com que tomo tomo ceral com leite e quando o cereal termina eu jogo oq sobrou do leite fora. O jeito que lido com todas as minhas responsabilidades, como se fossem fardos me impedindo de fazer outras coisas. O modo com que trato as pessoas, e como não consigo levar uma bronca sem chorar. O jeito birrenta. A manha que faço quando tenho sono. E como logo depois brigo pra não dormir mesmo quase sonambula. A risada quando assisto um desenho. como pulo alto na aula de body combat, e dou risada, só porque me divirto em tentar pular o mais alto possivel. E como falo com os animais. Apesar disso tudo, alguem me disse uma vez pra nunca deixar o espirtio de criança, mas o resto do mundo tenta me forçar a perder isso. Talvez haja um equilíbrio, mas a dificuldade de encontrá-lo é um peso, e dói. ( 11:08 AM ) Nicole
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::Quadrinista, alta, desajustada, quase completando duas décadas, café, jaquetas, Ilustradora, Designer nas horas vagas, preguiçosa, consumidora de leite de soja.